O mês de maio é marcado por três datas associadas ao intestino: a 16 de maio celebra-se o Dia Mundial da Consciencialização sobre a Doença Celíaca, a 19 de maio o Dia Mundial da Doença Inflamatória do Intestino e, por fim, dia 29 de maio celebra-se o Dia Mundial da Saúde Digestiva
O intestino, também apelidado de “2º cérebro”, é um órgão de extrema relevância no organismo humano e tem um papel muito importante no processo digestivo e na função neurológica. A microbiota que o constitui tem uma ligação forte ao estado de saúde de cada indivíduo, sendo fundamental que a mesma esteja equilibrada. A alimentação é um dos principais fatores modificantes da microbiota intestinal, pois serve de substrato às diversas estirpes microbianas.
Algumas recomendações para uma boa saúde intestinal:
Uma microbiota desregulada tem sido associada a patologias tais como obesidade, cancro e, ainda, com a:
Condição crónica em que o intestino se encontra inflamado, podendo originar úlceras. É composta por momentos ativos (com sintomatologia) e de remissão (sem sintomatologia) e pode ser de vários tipos, sendo os mais comuns a:
Inflamação, úlceras e hemorragias no revestimento interno do intestino grosso, além de episódios de diarreia hemorrágica, cólicas, fadiga, perda de apetite ou de peso. A alimentação deve ser adequada a cada paciente, dependendo da área intestinal afetada e da sintomatologia.
Recomendações alimentares em fase ativa da doença:
qualquer parte do tubo digestivo pode ser afetada pela inflamação provocada por esta patologia (boca-ânus). Assim, o sintoma mais usual é a dor abdominal, podendo ocorrer, em simultâneo, sintomatologia semelhante à Colite Ulcerosa.
Esta condição não deve ser confundida com a Síndrome do Intestino Irritável, já que a última consiste em problemas na contratilidade do cólon, não tendo origem inflamatória, e apresenta uma gravidade substancialmente menor.
No que toca à alimentação, é importante garantir o acompanhamento nutricional, já que os alimentos que provocam sintomatologia variam de caso para caso. Note-se que, conforme a situação, pode ser necessário o recurso a Nutrição Entérica, com fórmulas, Parentérica ou Mista, assim como recurso a alguns suplementos alimentares, de modo a restaurar ou manter o estado nutricional do indivíduo e garantir aportes adequados de micronutrientes.
Recomendações alimentares em fase ativa da doença:
Patologia intestinal autoimune, de sensibilidade permanente ao glúten, principalmente à gliadina, proteína que o constitui. Esta sensibilidade provoca inflamação da mucosa e atrofia das microvilosidades. Assim, à medida que o glúten é consumido, a absorção de alguns micronutrientes pode tornar-se deficitária – ferro, cálcio, ácido fólico e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) – e podem, ainda, ser provocados estados de malnutrição grave. Esta patologia pode ocorrer de modo silencioso (sem sintomatologia). Contudo, os sintomas mais frequentes são distensão abdominal, desconforto abdominal, náuseas, vómitos, irritabilidade, perda de apetite ou peso e alternância do trânsito intestinal entre dejeções líquidas e obstipação. Deste modo, uma vez diagnosticada, é fundamental que o glúten seja retirado da alimentação de forma permanente.
Nota: Ainda que sejam consumidos alimentos isentos em glúten, é necessário ter em atenção a possível contaminação cruzada entre esses alimentos e alimentos com glúten. Isto pode ocorrer de forma direta, através do contacto entre ambos os alimentos, ou de modo indireto, pelo contacto com utensílios, mãos, recipientes ou equipamentos mal higienizados.
Assim, é importante prestar atenção a todos os sinais e sintomas que possam indicar uma desregulação deste sistema fundamental ao organismo humano. A influência da alimentação na microbiota e, por sua vez, nas patologias do foro intestinal, é indubitável.
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(Chamada para rede fixa nacional)