Bipolaridade

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O que é

A perturbação bipolar caracteriza-se pela presença de alterações intensas no humor, com episódios de mania/hipomania (elevação do humor, energia) e depressão (tristeza profunda, falta de energia), que afetam a vida pessoal, escolar e profissional, podendo levar a consequências graves como o suicídio. Surge geralmente na adolescência ou início da idade adulta e atinge cerca de 2% da população.

Cuidar de uma pessoa com perturbação bipolar pode provocar desgaste emocional, ansiedade e frustração devido à instabilidade do humor presente. Os familiares podem sentir culpa injustificada, vivenciar um “luto” devido à perda da normalidade e enfrentar sobrecarga física e mental, resultado da responsabilidade constante de acompanhar e apoiar o tratamento.

Sintomas da doença bipolar

A perturbação bipolar é classificada em tipo I- ocorrência de pelo menos um episódio maníaco ou misto- ou tipo II- ocorrência de pelo menos um episódio hipomaníaco sem episódios maníacos ou mistos.

Na presença da mania existe o humor eufórico ou irritável, autoestima elevada, pouca necessidade de sono, pensamento acelerado, impulsividade e sintomas psicóticos em casos graves.

No caso da hipomania, estão presentes sintomas similares à mania, porém mais leves e sem prejuízos significativos.

Episódios mistos retratam sintomas de mania e depressão simultâneos.

E por fim a depressão que se caracteriza pela presença de tristeza persistente, alterações no sono e apetite, fadiga, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa e pensamentos suicidas.

Causas da doença bipolar

As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas combinam fatores biológicos e psicossociais. Existem questões genéticas (80–90% têm antecedentes familiares); presença de alterações neuroquímicas, hormonais e cerebrais; e a presença de fatores ambientais, como stress intenso, distúrbios do sono, álcool e drogas, que podem desencadear episódios.

Prevenção/tratamento da doença bipolar

Não há forma concreta de prevenção, mas é fundamental reconhecer os sintomas o mais cedo possível e encontrar tratamento regular para controlar os episódios. O uso de estabilizadores de humor para controlar e prevenir recaídas, com possível uso de antidepressivos e antipsicóticos e/ou a psicoeducação e apoio psicológico, complementam o tratamento da bipolaridade. Em casos graves, pode ser necessário internamento hospitalar.

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